segunda-feira, 1 de novembro de 2010

31


Fui fiscal das eleições aqui em Brasília pelo sentimento de dever cívico que estava a cumprir - de garantir lisura às eleições.

Um mesário viu minhas credenciais e disse: "Vocês do PSDB recebem remuneração para estar aqui?" Minha resposta foi: "Não, senhor, nem filiado ao PSDB sou. E não aceitaria receber pagamento para defender minha visão política." O semblante do homem mudou - como se já tivesse recebido pagamento por sua militância - e virou de costas.

Após o resultado das eleições, eu e um irmão de lutas sentimos que deveríamos andar pela cidade para sentir o clima. A Esplanada estava tomada de carros totalmente adesivados e gente cantando lula-lás. Meu carro tem dois adesivos de SERRA 45 que decidi não tirar por agora e fomos bastante buzinados. Estávamos em paz, exercendo nosso direito de ir e vir e assistir a uma festa que deveria ser de todo o povo, mas claramente não éramos bem vindos.

Nos dirigimos então ao Naoum Plaza, onde supostamente Dilma e parte da cúpula do partido estariam, junto com muitos líderes sindicalistas, para ouvirmos o discurso da futura Presidente da República. A elite estatal com seus carros muito pouco populares estava mais feliz do que nunca.. Mais 4 anos mamando e se sentindo donos do Brasil. Acredito que estavam surpresos como de fato o PT não foi punido nas urnas pela desonestidade intelectual com que foi construída sua candidata pouco preparada e sem histórico ou por todos os casos de corrupção nos últimos 8 anos.

Ali ouvimos o discurso da vitória da futura Presidente da República, que tanto usou Deus em sua campanha, tendo uma "sólida formação religiosa". Acredito que Dilma esqueceu Deus no discurso, porque não ouvi uma citação sequer.

Naquele dia 31, o espírito de luta dos de bem se acendeu. Pode ter certeza que tem gente que acredita que a enganação não perseverará. Esses homens e mulheres de bem se organizarão num só brado.

LIBERDADE E DEMOCRACIA!

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